domingo, 10 de agosto de 2008

infinito e eterno

Não quero acreditar que o homem é um acidente biológico ou evolutivo. Mas também não quero aceitar que estamos condenados a vagar pela eternidade. Não quero viver muito, nem pra sempre, mas também não quero viver tão pouco. Não quero estar em outros universos, cosmos e galáxias, mas não quero ser somente esse acidente evolutivo incapaz de nada diante da imensidão de tudo. Não quero só passar pela vida e pelo tempo, mas também não quero que o tempo seja infinito pra mim. Não sei se quero saber e entender a vida, ou se quero apenas enxergá-la passar, se acabar, dia a dia, nessa grandiosidade infinita dos fatos e do tempo. Não sei o que sou, nem o que irei me tornar. E não sei se viver faz algum sentido. Deve fazer? Ou é apenas um acidente biológico?

Um comentário:

jay disse...

A ideia do incidente evolutivo encanta-me, ou melhor, diverte-me. Diverte-me a forma dinamica como estamos no mundo. O que queremos hj e gostamos, não faz sentido amanhã. Tive muita sorte na vida. Vivi coisas, conheci lugares, amei e fui amado. Fascina-me a grandeza da vida. de onde brota, o que a faz mover. Tu tens algum espólio que vais deixar. Deixarás muito mais. O livro, a arvore são apenas clássicos, mas ainda assim, legado. Também não sei se viver faz algum sentido. Vivi como fui capaz, não como sabia (afinal viver não tem manual de instruções). Mas também preciso dizer que se fosse hora de partir (outra galáxia, um cosmos diferente, ou outro universo) eu apenas queria partir em paz.
Paz, quero paz!