domingo, 24 de agosto de 2008

construção

O ser humano é o que ele aprende a ser. Mas o que será que eu aprendi? Não gosto de literatura porque é algo inato em mim. Gosto porque aprendi a gostar, porque enxerguei nela possibilidades que de certa forma faziam (e ainda fazem) com que esse mundo real, cru, e cruel, se tornasse mais poético pra mim. Não sou esse ser romântico porque é algo inato em mim, ou porque Júpiter está desalinhado, ou por qualquer baboseira astrológica dessas. Sou romântico porque aprendi a ser assim, porque acreditar num mundo possível, desses que existem nas páginas dos livros e nas telas do cinema, faz com que o mundo seja mais suave. Aprendi a ser o que sou. Não nasci assim, não nasci pré-disposto a nada. Nasci vazio. E tudo o que hoje transborda em mim é fruto do que me ensinaram a ser.

2 comentários:

jay disse...

Do caracter ser moldado durante os 1ºs anos de vida, é um clássico, chamam-lhe educação. Muito mais tarde aprendi que nos compete a nós continuar essa tarefa. Moldar o caracter, renovar-se, aprender a aceitar os outros, abrir horizontes e aprender sempre mais é a revolução. A verdadeira revolução é interior, parte de cada um de nós para o que nos cerca. Acredito que todos nós temos 2 formas de ser. A boa - civilizada, amante da cultura, romantica e o lado escuro, violento, indiferente ao que nos rodeia, vingativo. Conciliar essas duas naturezas é muito dificil.
Conheçer esses 2 lados e brincar com eles, faz parte do meu dia-a-dia. Senão, repara: http://br.youtube.com/watch?v=WE9fV3BmP8U
Bom final de semana, Bru
Bju

jay disse...

sinto falta de letras mal escritas.
tenho sede deste blog
tenho fome das palavras