segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Marília de Dirceu - Tomás Antônio Gonzaga.


O poeta é um fingidor, já dizia Fernando Pessoa. E nosso poeta árcade, Tomás Antônio Gonzaga é exemplo desse célebre verso do escritor português. A poesia nunca foi o meu forte, basta olhar para esse blog e constatar que a grande maioria de textos escritos se referem a resenhas de romances, e uma pequena fatia cabe aos contos. Poesia então, passa longe. Não que eu não goste de poesia, mas confesso minha deficiência na análise desse gênero literário, e por quê não confessar, a prosa romanesca me chama muito mais a atenção. Depois dessas desculpas posso, sem pretensão alguma, deixar cá impressas as minhas impressões dessa nossa obra árcade. Dirceu (Tomás Antônio Gonzaga) veste teatralmente a roupagem do apaixonado, como afirma Massaud Moisés na sua História Da Literatura Brasileira, e finge alimentar uma paixão, encara com gosto a arte da encenação do pastor apaixonado por sua musa. E a louva em todas as liras. Sempre em conformidade com os esteriótipos arcádios, enquanto o poeta louva sua musa aparecem o carpe diem, a exaltação da natureza, a retomada dos valores clássicos, e todas as demais características do aracadismo. Marília se torna o objeto do seu amor e a desculpa para o seu fazer poético. Vale a pena a leitura.

5 comentários:

Marcelo R. Rezende disse...

Meu sonho é ler isso.
Lembro até hoje da minha professora contando a história, babei horrores.

Beijo.

fauller disse...

Você brinca com as palavras, tens uma escrita fácil e ao mesmo tempo que soa muito refinada. Admiro tanto isso. Não são todas as pessoas que sabem escrever como se estivessem falando, e você, me parece que fala no meu ouvido enquanto leio.

Cheirinho.

Felipe Faverani disse...

Oi, Bruno, tudo bem?
Obrigado pela dica. Apesar de me identificar mais com a prosa, assim como você, a poesia me fascina de uma maneira surreal há já algum tempo.

Na língua dos Anjos' disse...

Seu blog é realmente lindo e quem não se lembra de bons professores falando de Marília de Dirceu, eu realmente amavas as aulas de literatura, esperava a semana toda pra chegar aquele dia...
Já faz algum tempo que acompanho seu blog, a poucos dias criei coragem e fiz um também, publico alguns textos meus e de poetas consagrados.
Da uma olhadinha no meu blog também:

http://entrepalavrasdeanjos.blogspot.com/

Boa tarde!

Tamires Buliki. disse...

Li este livro até a metade... me cansei de tanta "doçura"! Amor e romantismo são bons, mas o excesso cansa.
Beijo, querido.