segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O coração das trevas - Joseph Conrad.


Eu me propus a resenhar todos os livros que lesse, pra ter um acervo guardado e assim quando quisesse me lembrar de algum deles, pudesse consultar as resenhas. É pra isso que o Letras Mal Escritas existe. Não escrevo pra ninguém senão pra mim mesmo. E nessa brincadeira algumas pessoas maravilhosas passam por aqui pra conferir as baboseiras que escrevo. Pois bem, como me propus a resenhar os livros, acontece, vez ou outra, de ter que resenhar um livro cuja leitura não foi a que mais me empolgou. É o caso de O Coração das Trevas, de Joseph Conrad. Na verdade, do ponto de vista narrativo ele é muito interessante. Dois narradores nos contam a estória, e isso é muito bem trabalhado na obra. No entanto, apesar dos atrativos estéticos, o argumento não me chamou a atenção e fez com que eu fosse até o final do livro com aquele desejo de me livrar dele logo. Não estou dizendo com isso que o livro é ruim. Quem leu minha última resenha deve se lembrar que eu não tinha gostado da minha primeira leitura de Relato de um Certo Oriente, do Hatoum, e na minha segunda leitura fiquei extasiado com o livro. Por isso repito, não estou escrevendo aqui que O Coração das Trevas é um livro ruim. Longe disso. Estou apenas compartilhando uma experiência de leitura que não foi das melhores. Quem sabe em outro momento eu consiga me apaixonar pelo livro. Ou quem sabe eu leio novamente e o deteste deveras. A estória da violência do colonialismo europeu na África é interessante e narrada com maestria pelo autor. Acredito que o culpado fui eu, talvez fiz uma leitura muito desatenta, ou preguiçosa. Espero um dia, ao reler o livro, escrever aqui uma resenha elogiosa. E espero, sinceramente, que alguns dos meus poucos leitores do blog, se já leram esse livro, me convençam de que li de má vontade.

6 comentários:

Felipe Faverani disse...

Oi, Bru, tudo bem?
Não gosto muito de livros assim, mas apoio totalmente a releitura. Acho que todo livro merece uma segunda chance. hehe

david era uma vez... disse...

Baboseiras que vc escreve? Se vc escreve baboseiras o que eu escrevo, excrementos?
Faça me um favor Bruno.. eu ja falei que vc me da um interesse muito maior aos livros com suas resenhas...
Eu gosto desse tema, vou caçar esse livro pra ler ai eu te digo se vc foi preguiçoso!

Abraços meu lindo

Palavras Vagabundas disse...

Bruno, nunca me interessei particularmente por esse livro, portanto não o li, mesmo porque já meio que cansei de tanto que ele é citado. De qualquer forma não acho que você escreva baboseira e eu sou uma leitora fiel.
bjs
Jussara
PS: O filme Apocalipse Now do Copolla foi baseado nesse livro.

@adriano_mariano disse...

Este livro me lembrou Zona Morta, de Stephen King. Será?

Vou conferir.
Seu blog é, além de um acervo de resenhas pessoal, uma ótima lista de sínteses de alguns bons livros. Gosto.

Parabéns.

Kleber Godoy disse...

Olá, rapaz...

O mais interessante de se escrever sobre algo que leu é que pode pensar um pouco nele, ficar um pouco mais com aquilo que leu, refletir além do que leu... achar coisas novas... extender esta leitura para os extras...

É muito produtivo... é mais ou menos o que tenho feito com filmes ultimamente. Continue...

E, não... não li este que citou...

Abraços,

Poliana disse...

Sabe que eu li e amei esse livro... a narrativa em torno da exploração, em função do processo colonial, é densa e inimaginável.
Os efeitos devastadores que a cultura africana tiveram sobre Kurtz (um dos principais personagens) foram incríveis e tiraram a vida desse personagem. Particularmente, o momento em que Kurtz vai sendo resgatado do convívio com os nativos e morre, foi especial. Entendi que sua alma ficou no coração da África, que ninguém poderia mais tirá-lo dali...

Aconselho uma segunda leitura, tenho certeza que sua opinião será outra!